Sugestões de gestor de fundos para operar de forma automatizada

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Agora que você já sabe o caminho para se tornar um trader profissional, que tal conhecer as sugestões de gestor de fundos para operar de forma automatizada? Meu segundo entrevistado dos últimos dias foi Francisco Machado, gestor profissional, adepto dos robôs investidores. Além de me contar sobre como foi sua experiência até aqui, ele revelou como a automatização de estratégias transformou a sua maneira de investir. Confira um pequeno trecho da nossa conversa:

“Se você não tem método nenhum, tudo está errado. Isso porque você está fazendo coisas aleatórias. Outra vantagem dos modelos, e automatizados, é que eles me permitem fazer muita coisa. Se eu, sozinho, tivesse hoje que operar ações, bonds, commodities, energia, grãos, metais, moedas… olha só, quanta coisa está acontecendo. Quanta informação está vindo.  Eu não ia ter essa capacidade”, disse Francisco.

Logo, se o seu objetivo é aperfeiçoar o modo com que investe hoje ou pretende investir com altíssima performance, essa publicação é para você. No bate-papo com Francisco, ele mostrou como a automatização é capaz de expandir horizontes e trazer ótimos resultados para todos. Investidor desde os 19 anos, sua bagagem é vasta e repleta de muito conhecimento como você verá a seguir nas suas brilhantes sugestões… Vamos a elas?

Boa leitura!

Sugestões de gestor de fundos para operar de forma automatizada: Estudar e ter um método

Francisco trabalha em um fundo de investimento como um dos traders responsáveis pelas negociações. Porém, é o único a operar automaticamente. Hoje, ele possui 53 modelos nos mais variados mercados: ações, bonds, energia, grãos, moedas, entre outros. E todo este diversificado portfólio atua por meio de um servidor remoto em Chicago.

Sua função no fundo é trazer novidades, montar outros modelos, manter os que já estão rodando e diversificar ao máximo para obter o melhor retorno em relação ao drawdown. “Esse é o meu maior desafio”, aponta ele. Assim, o questionei sobre como estar preparado para algo tão desafiador, quais as principais dicas e conceitos para o sucesso. Veja a sua resposta:

“A coisa mais importante é ter uma base muito sólida, uma fundação boa, ou seja, a educação. É preciso estudar e ter um método. E esta metodologia tem de estar alinhada ao seu perfil psicológico e crenças. Além disso, ela deve ser capaz de lhe ajudar a gerar ideias que tragam uma expectativa positiva para você negociar e ganhar dinheiro ao longo do tempo”.

E sua fala é de propriedade. Francisco tinha apenas 19 anos quando ingressou no mercado financeiro. Chegou a passar pelas mais variadas áreas e a operar de diversas formas diferentes. Mas, quando se interessou pelo formato automático de negociação, procurou por toda tecnologia disponível para aprender. Desde cursos, a livros e mentorias especializadas.  

“Atualmente, sou capaz de ver uma nova definição (…) e ter várias sacadas. Depois, volto para o fundo testar tudo isso. Se este conceito passar pela validação eu o coloco para funcionar. No começo, obviamente, é preciso (…) operar menor, ter humildade e conforme ganhar experiência/ consistência cogitar viver daquilo. Mas, é isso: educação! (…) Se puder ter um mentor, melhor ainda! E um processo em que você acredite”, finaliza ele.

Sugestões de gestor de fundos para operar de forma automatizada: Diversificar

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Pedi, então, para que o Francisco falasse um pouco mais sobre a sua montagem de portfólio, modelos e estratégias dos EA’s. Isso porque sabemos que o grande segredo – como uma frase que ele mesmo diz – o único holy grail do mercado é a diversificação. Ou seja, o ‘Santo Graal’ de quem faz aplicações financeiras. Acompanhe suas observações:

“A coisa mais próxima do holy grail é a diversificação. Holy grail mesmo não existe. Mas, diversificar permite explorar a sua fronteira eficiente. Você tem uma classe de ativos que, historicamente, possui um retorno e um risco, outra classe de ativos com outro perfil (…). O que quer dizer que a cada nova que você adicionar, melhorará a sua relação retorno x risco. Eu uso esse espírito para montar o meu portfólio”, explica.

Ele ainda complementa que se colocou o desafio de montar modelos para os oito mercados de futuros negociados nos Estados Unidos: ações; carnes; dentro do grupo de commodities, o complexo de energia; grãos; metais; moedas; renda fixa e soft commodities. Dessa forma, hoje tem 53 estratégias distribuídas nestes oito grandes grupos.

“Tenho modelos que operam reação a dados econômicos, sazonalidade, (…) volume, enfim. É infinito o que você pode fazer … É só ter na cabeça ‘vou operar o mais diversificado possível, pois isso vai me dar a melhor combinação de retorno e risco. Tenho um processo de validação, qualquer novidade eu testo e, se funcionar, eu a utilizo’”, indica o gestor.

Depois, para combinar todas essas estratégias no portfólio, Francisco equaliza o risco de cada uma para que fique parecido. Para isso, usa o número de trades que determinado modelo tem em 1 ano (em média), analisa os riscos e coloca um pequeno orçamento para ele. O mesmo processo acontece em todos. Se, no final, faltar equilíbrio, ele faz ajustes para reduzir.

Continue comigo e conheça todas as sugestões desse super gestor de fundos. A próxima dica é imperdível, olha só:

Sugestões de gestor de fundos para operar de forma automatizada: Conhecer as vantagens da automatização

A automatização me permite fazer muito mais coisas. É o robô facilitando a nossa vida, com custo muito baixo.

A frase acima foi uma das respostas do Francisco quando perguntei a ele sobre as vantagens de ter migrado para operação automatizada. Ele, que já trabalhou de forma manual também, não só apontou essa facilidade, como mencionou a segurança, a confiança e a importância do processo como outros três grandes benefícios.  

“Essas são coisas que o processo de validação lhe dá: a confiança de rodar os modelos depois de testados e alguma segurança de que você tem uma vantagem ali. E o fato de você ter essa comprovação de ideias é muito bom. Isso porque você pode segui-la para desenvolver novos conceitos. E, se as coisas derem errado, basta ir lá e corrigir”.

Francisco ainda complementa que no formato discricionário, ou manual, é mais difícil de avaliar se aquilo que se quer operar é vantajoso ou não. Além disso, envolve muito mais estresse, pois é preciso tomar decisões no ‘calor do momento’. Assim, quando perde-se dinheiro, o trader se questiona demais. Outro fator em que a modelagem ajuda e muito.

“Você tem um plano e pode ajustar quando necessário. E quem não tem nenhum? Vai corrigir o quê? (…) Então, você precisa de um método. Se as coisas derem errado, há algum problema com esse seu procedimento. Mas, você pode voltar para ele e ver o que não deu certo. Agora, se você não tem metodologia, nada disso é possível”.

Assim, do jeito que ele opera, conforme descreveu, permite testar uma ideia para o mercado de soja, de petróleo e ouro, por exemplo. Porém, tudo é feito com calma, por meio de um processo científico. Se funcionar, ele coloca para rodar. E é assim que hoje estão lá os 53 robôs trabalhando dia e noite, o tempo inteiro, pois ele os programou para ganhar.

Sugestões de gestor de fundos para operar de forma automatizada: Dicas básicas para montar uma estratégia

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O processo que eu incorporei me ajuda a evitar uma base de dados enorme para validação. Se você fizer isso (…), no final, terá montado um modelo perfeito que explicará o passado, mas que não vai ser robusto o bastante para lhe ajudar a ganhar dinheiro no futuro (…). O que eu aprendi, é: escolha uma janela aleatória de dois anos e teste sua ideia ali”.

Então, segundo Francisco, se a combinação de variáveis tiver lucro em 70% dos casos, dentro desta janela, aí sim, você passa para um espaço de tempo maior. Mas, ele garante que em 99% dos testes não vai funcionar: “(…) Em algumas situações, realmente, até se descobre um hedge (vantagem), então, você terá testado na janela inteira”.

“A partir daí, você faz uma análise Walk Forward, constrói uma equity curve, baixa os dados e faz uma simulação de Monte Carlo. São várias pequenas etapas. Mas, essa é metodologia que aprendi com Kevin Davey. O Marcello tem um método que fez com Bob Pardo. O importante é que você tenha o seu e que lhe ajude a ganhar dinheiro no futuro (…) e você descobrirá.”

Assista à entrevista e confira as sugestões de gestor de fundos para operar de forma automatizada na íntegra:

Conclusão

Muito mais do que sugestões de gestor de fundos para operar de forma automatizada, a entrevista com Francisco foi uma verdadeira aula. E é sempre interessante conversar com ele, pois não só o conheço, como também tive a oportunidade de estudar com seu mentor. Além da grande honra de estarmos juntos com o Kevin Davey, recentemente, em Cleveland.

Acompanhar e fazer parte de uma evolução como essa, reforça a importância de ter um mentor. Alguém que sabe como fazer e que lhe ensine, tire suas dúvidas, aponte seus erros e tudo o mais. A curva de aprendizado se torna muito mais rápida. Eu também tive algo parecido com o Robert Pardo, porque descobrir sobre tudo isso sozinho leva muito tempo e sai caro.

Ainda hoje também vemos poucas pessoas fazendo isso no Brasil, pois é um mercado que está crescendo, e é muito bom contribuir com o acesso a essas informações: primeiro como pensa um gestor profissional, que trabalha de forma automatizada, e desmistificar essa visão de que um robô é apenas uma máquina de fazer dinheiro.

Na vida real isso não existe. O que dá para fazer de melhor é montar um portfólio. O Pardo, uma vez, me disse o seguinte “se soubéssemos para onde vai mercado, não estaríamos aqui”. Afinal, se você já sabe, você estará bilionário e não precisa mais se desenvolver. Então, não basta se espelhar no passado, é preciso processo, teste de robustez e método.

Essas são as chaves para não perder muito mais dinheiro do que ganhar. E se o caminho da consistência é a sua escolha, descubra mais sobre como os melhores gestores do mundo fazem nesta videoaula exclusiva que preparamos para você. Mas, garanta logo a sua vaga, pois o número de pessoas na sala é limitado.

Nos encontraremos em breve!

Abraços, Marcello.