Saiba como investir na bolsa americana em apenas 5 etapas

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Todos os investidores bem-sucedidos que eu conheço diversificam suas aplicações não só no Brasil como em outros países. Essa alocação de ativos protege o capital, minimiza os riscos de grandes perdas e fortalece a carteira. Fatores que, com a atual instabilidade do mercado brasileiro, tornam-se ainda mais significantes. Por isso, saber como investir na bolsa americana deve estar hoje entre as suas prioridades. Saiba o motivo:

Além das diversas oportunidades, os investidores podem utilizar estratégias que não seriam possíveis de replicar aqui no país. Porém, o mercado dos Estados Unidos, muitas vezes, deixa de ser explorado pela falta de informação que há sobre ele e também por algumas pessoas acreditarem na sua inviabilidade. Mas, se você busca por novas alternativas e deseja aprender mais sobre como potencializar seus resultados…

Continue a leitura, encontre um diferencial para os seus investimentos, e saiba como investir na bolsa americana em apenas 5 etapas:

Como investir na bolsa americana – Etapa 1: vantagens

São diversos os motivos que despertam o interesse dos investidores em fazer aplicações fora do Brasil. Além da possibilidade de adquirir ações de grandes empresas dos Estados Unidos, o mercado de Forex também é bastante promissor e uma forma de proteger o seu capital. Então, confira essas e outras vantagens de investir na bolsa americana:

Alavancagem: assim como no mercado de ações aqui no Brasil, a bolsa americana também permite que você opere alavancado. A diferença é que a taxa para utilização desse recurso por lá é bem menor: cerca de 2% ao ano. Além disso, o empréstimo pode ser de até 35 vezes o valor do seu capital. Lembrando que, para usar a alavancagem, o investidor precisa estar bem preparado e ciente do risco das operações.

Altíssima liquidez: as bolsas americanas são as maiores do mundo, tanto em negociações, quanto pelo porte das empresas que possuem. Em primeiro lugar está a New York Stock Exchange (NYSE), seguida pela NASDAQ. Consegue imaginar quantas movimentações acontecem em ambas, todos os dias? Junte a isso companhias mundialmente conhecidas nas mais variadas áreas: Apple, Coca-Cola, Disney, Microsoft, Pfizer, entre outras. Resultado: altíssima liquidez. Somente a ação da Apple, por exemplo, transaciona o correspondente a todo volume diário de todas ações da Bovespa juntas.

Mercado de opções diversificado: a utilização de derivativos para fazer operações de curto prazo é bem ampla. Com isso, há mais vencimentos e maior liquidez. No entanto, vale lembrar que as opções são uma forma bem avançada de investimento e que exigem um maior conhecimento para investir. Por outro lado, necessitam de pouco tempo de acompanhamento – quando há uma boa estratégia – e podem ser um trading bastante eficiente.

Menores custos e taxas: como o mercado americano possui mais de uma bolsa, elas acabam competindo entre si e reduzem os valores cobrados para atrair clientes. Dessa maneira, os emolumentos – que são os custos com as negociações repassados à bolsa – são extremamente baixos. Também pode acontecer do investidor receber essas bonificações ao invés de pagar.

Fundos de investimentos interessantes: os fundos de investimentos ou Exchange Traded Fund (ETF) ainda são pouco populares aqui no Brasil. Já nos Estados Unidos, eles são quase uma outra Bolsa de Valores. Por lá, é possível negociar fundos de títulos em: renda fixa, índices de ações,  commodities, volatilidade, operações vendidas e muito mais. Podem também ser uma boa estratégia para quem está começando com pouco dinheiro.

Negociações 24 horas e plataforma em português: as ações e as opções podem ser negociadas 24 horas por dia, 6 dias por semana. Mas a liquidez dos ativos permanece mesmo quando o pregão estiver fechado. E, para finalizar a lista de vantagens, saiba que o home broker é em português. Ou seja, o inglês não será problema caso o idioma não seja o seu forte.

Como investir na bolsa americana – Etapa 2: riscos

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Quando investimos em ações, compramos cotas de determinadas empresas. Logo, essas companhias estão sujeitas a problemas de qualquer natureza. Assim como: mudanças na regulamentação do setor, novidades na concorrência ou alguma fusão mal vista pelo mercado. Esses riscos são chamados de específicos. Já situações econômicas mundiais, no Brasil ou de pânico generalizadas, são conhecidas por riscos sistêmicos.

Dessa forma, lembre-se que, imprevistos como os citados acima, podem acometer qualquer bolsa de valores seja no exterior ou aqui. Agora, nas bolsas americanas, o investidor deve se atentar a outros dois fatores bastante importantes. São eles: a escolha de boas empresas com cuidado redobrado, pois é outro país e um nicho distante do seu; e o risco de câmbio. A oscilação da moeda também faz parte desse mercado! Portanto, prepare-se!

Como investir na bolsa americana – Etapa 3: abrindo conta

Para abrir conta em uma corretora americana, primeiro você deve checar quais instituições permitem a entrada de investidores estrangeiros. Isso porque não são todas que aceitam esse cadastro (acesse esse site para tirar a dúvida). E tão importante quanto isto é verificar se a empresa está registrada no Financial Industry Regulatory Authority (FINRA), órgão regulamentador das corretoras nos Estados Unidos.

  • É preciso ainda preencher um formulário chamado W-8BEN. Sua finalidade é certificar investidores estrangeiros e informar que esses pagam impostos em seu país de origem. Por este motivo, não necessitam pagar nos EUA.

Após esses passos, você irá notar que existem corretoras diretas e intermediárias no país. As diretas tratam de todos os trâmites diretamente com os clientes. Já as intermediárias fazem uma ‘ponte’ entre investidor e uma outra corretora maior. Prefira uma corretora direta, pois costumam ser mais seguras. A partir daí, todo processo é bem parecido com o das corretoras do mercado brasileiro.

Você deverá encaminhar alguns documentos digitalizados e, após esse envio, a instituição informará seu nome de usuário e senha do home broker. Nesta etapa você já pode realizar a primeira transferência bancária para lá, mas lembre-se de confirmar se há essa funcionalidade de câmbio no seu banco. Assim, com o dinheiro na conta, estará tudo pronto e você já pode começar a operar.

Como investir na bolsa americana – Etapa 4: custos

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Os custos que incidirão sobre o investimento na bolsa americana são: as taxas de transferências bancárias, que mudam de banco para banco, das corretoras e a cobrança de IOF. Por isso é importante saber quais serão as despesas por operação e ter uma noção exata se você estará ganhando ou perdendo dinheiro.

Esses valores costumam ser cobrados por ordem e pode ainda haver: taxa de manutenção, de inatividade, transferência de recursos, spread e contrato de câmbio. Com isso, recomendo que você avalie diretamente na corretora, pois as cotações podem mudar conforme a instituição. E, por fim, a última – e não menos importante – etapa:

Como investir na bolsa americana – Etapa 5: com quanto começar

Com cerca de 2 mil dólares já é possível iniciar na bolsa americana, mas esse valor pode oscilar bastante de uma corretora para outra. Há aquelas que chegam a exigir depósitos iniciais de US$ 10.000,00. No entanto, o volume de operações fica a critério do investidor. Inclusive, a tarifa de manutenção pode zerar conforme as corretagens mensais que forem geradas.

Essa taxa de manutenção é mais utilizada para arcar com os custos de clientes inativos e que apenas acompanham as cotações, sem agregar lucro para as corretoras. Dessa forma, na taxa de corretagem as cobranças acontecem mais por quantidade de ações, do que por volume de negociação, e variam de US$ 1 a US$ 10 por aquisição, em média.

Então, antes de dar o pontapé inicial neste investimento lembre-se de checar nas instituições como funcionam essas práticas. Verifique dentre os aportes mínimos exigidos qual ficará mais adequado ao seu bolso. Com essa quantia definida, dilua deste cálculo todas as cobranças que vimos até aqui. Não esqueça disso e siga sempre com segurança em suas empreitadas financeiras!

Conclusão

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Eu acredito muito nesse investimento e não foi por acaso que estive recentemente em Nova York, onde aprendi com os melhores do mundo. Essa foto representa minha passagem por Wall Street quando estive ao lado do famoso Charging Bull, símbolo de alta das ações na bolsa de valores. Aproveitei para seguir a tradição, pois prosperidade e dinheiro é o que eu sempre quero ter na minha vida. E você, compartilha da mesma opinião?

Por isso, espero que este artigo tenha lhe ajudado a vislumbrar todas as vantagens de saber como investir na bolsa americana. Como você viu, é extremamente acessível e basta se atentar a alguns pontos que precisam ser considerados, como em qualquer outro investimento: os riscos, custos e o passo a passo para abrir conta e calcular sua rentabilidade.

Portanto, cuide do seu mindset e siga em frente com essa nova possibilidade! Muitas vezes, o que falta para atingirmos o patamar que tanto almejamos é sair da zona de conforto e tentar algo que nunca fizemos antes. Experimente acompanhar mais esse mercado e conte com minhas publicações para te ajudar nessa jornada. A partir de agora, sempre trarei novidades sobre a bolsa americana e muito mais. Fique ligado aqui no blog!

E se você já investe em ações da Bovespa ou em outras aplicações, mas deseja conhecer novas formas de explorar esses investimentos, clique aqui e baixe gratuitamente o meu ebook sobre como investir no mercado financeiro. Será uma grande honra poder dividir minhas experiências com você! Te espero lá e conte sempre comigo!

Forte abraço!

Marcello.