O que acontece quando uma empresa quebra na Bolsa?

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quando empresa quebra na bolsaQuando falamos em quebra na Bolsa de Valores logo chegam à mente os cenários de caos vividos em 1929 e 2008, quando aconteceram os piores crashs da história recente. Contudo, sempre é possível que algumas empresas quebrem sem causar uma falência geral no sistema. Mas, o que acontece, de fato, quando uma empresa quebra na bolsa?

E nesses casos, como ficam os investidores?

A primeira dúvida que vem à mente deles é se, como sócios da empresa, eles ficam responsáveis pelas dívidas da empresa. A resposta para esta pergunta geralmente é não.

Ações avaliáveis e não-avaliáveis

As ações comercializadas na Bolsa são classificadas como ‘totalmente pagas e não-avaliáveis’. Esta informação está descrita no certificado da ação e significa dizer que todo o valor que o investidor deve à empresa já foi completamente pago no ato da compra do papel.

Existem ações avaliáveis, em que os investidores devem mandar novos aportes em dinheiro para a empresa quando esta solicitar, contudo elas não são emitidas no Brasil desde a década de 1960. Logo, o investidor raramente ficará endividado pessoalmente em caso da falência de suas ações. Na verdade, ele é considerado um credor da empresa e é contemplado pela lei de falências.

Entenda a lei de falências

A lei brasileira prevê que há uma ordem correta no pagamento de credores no caso da falência de uma empresa, independentemente do regime de sociedade do negócio. Esta ordem é a seguinte:

  • Dívidas trabalhistas: salários, bonificações, rescisões e outros encargos devidos aos funcionários da empresa são pagos com prioridade;
  • Créditos com garantia real: como, por exemplo, hipotecas e financiamentos que têm algum bem da empresa como garantia;
  • Tributos e impostos;
  • Créditos de outras naturezas;
  • Multas;
  • Sócios, administradores e acionistas.

Os acionistas e sócios são os últimos contemplados com pagamentos após a falência de uma empresa. Na maioria dos casos, a massa falida do negócio não gera receitas suficientes para o pagamento de todas estas dívidas, logo, a chance de recuperar o valor investido em uma empresa caso ela abra falência é muito remota.

Quando uma empresa quebra na bolsa, o que o investidor deve fazer?

Quando a empresa abre falência e as dívidas são liquidadas, os papéis gerados por ela se tornam sem validade e ela é retirada da Bolsa de Valores. Neste caso, o investidor deve recorrer ao seu corretor para que ele faça uma operação de ‘processamento de valores mobiliários sem valor’. Isso significa que ele irá retirar aquelas ações da sua carteira de investimentos e lidar com a burocracia relacionada a este processo. Normalmente é cobrada uma taxa de U$ 10 a U$ 20 para esta operação.

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