Dicas para escolher uma boa carteira de ações

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Saber selecionar as ações nas quais investir é algo fundamental para obter uma maior rentabilidade. Isso porque o impacto dessas decisões sobre a sua liberdade financeira é muito grande, principalmente em longo prazo. Então, vou lhe ajudar a escolher uma boa carteira de ações. E mostrar no que você deve estar atento, ao avaliar o desempenho das empresas, antes de investir.

O objetivo é identificar instituições que demonstrem crescimento ao passar dos anos e que superem o Índice Bovespa. Afinal, a média deste indicador corresponde às ações mais negociadas na bolsa. Mas, entre elas, há também muitos ativos de empresas que não estão bem. Ou seja, uma maior negociação não significa um maior lucro.

É importante saber que as ações que têm um bom resultado, mesmo com registros de baixas durante os períodos de crise, recuperam-se rapidamente. E, neste post, você verá este e mais alguns exemplos práticos de companhias que rendem bons investimentos e àquelas das quais você deve manter (léguas de) distância. Confira:

Questões importantes para escolher uma boa carteira de ações

Quando as ações sobem sem parar, mesmo após uma queda, elas evidenciam a solidez da corporação. Já quando caem muito, mas a empresa está financeiramente  saudável – o lucro (e a receita) estão crescendo e o resultado, em números, apenas melhora – surgem excelentes oportunidades de comprar ativos por um ótimo preço.

Esses são dois grandes indicativos que você precisa considerar na hora de escolher uma boa carteira de ações. Quando a empresa cresce, o mesmo acontece com suas cotações. Enquanto, em períodos de crise no mercado financeiro, até as boas empresas caem em função do pânico. Mas, essa pode ser a chance de alcançar lucros bastante satisfatórios lá na frente.

Foque no longo prazo.

A bolsa tem um sobe e desce natural, faz parte da sua natureza. Dessa forma, encare as quedas como um momento propício para comprar boas ações por um preço mais em conta. Analise o histórico delas e dê preferência para aquelas que levaram até 1 ano  para se reerguerem. Bons ativos se recuperam com facilidade.

E, para este post em especial, o nosso colunista Gustavo Rigon, que também é especialista em Bolsa de Valores, deu sinal verde para empresas de qualidade, líderes de mercado, com um ótimo histórico e devidamente precificadas (caras). Acompanhe os nossos sinais e veja quais as melhores ou piores oportunidades do mercado, no tópico a seguir.

Sinal verde: empresas em que vale a pena investir

empresas que vale

  • WEG: se você procura uma companhia conservadora, e que não vai te decepcionar, essa é a WEG. Possivelmente, essa é a melhor empresa do país. Consegue entregar resultado, ano após ano, mesmo ao competir com gigantes mundiais. O problema é o preço: quem é sócio da dela dificilmente “queima” suas ações a preço de banana. A volatilidade das cotações é mínima e se, em algum momento, surgir a oportunidade de comprar ativos da WEG por R$ 15: compre!
  • MDIA3: M. Dias Branco é impressionante! Domina o nordeste e vem crescendo exponencialmente no restante do país também. É a ÚNICA empresa do setor de alimentos realmente boa. Quando algum especialista sugerir comprar Brfoods ou JBS faça o seguinte: compare qualquer indicativo com a MDIA3. Garanto que as gigantes alimentícias irão parecer uma grande piada de mau gosto.
  • LREN3: As lojas Renner são, de longe, a instituição de maior destaque no seu setor. Uma espécie de Banco Itaú do varejo com uma gestão espetacular. O que surpreende ainda mais é o comprometimento em reinventar-se constantemente para estar à frente das concorrentes. Mesmo já tendo conquistado este lugar.
  • ITUB4: Itaú é a empresa mais atrativa da Bolsa e ponto final. É uma espécie de consenso de mercado. E confesso que tenho aversão a esse tipo de afirmativa porque, em 99% das vezes, está errada. Porém, em relação ao Itaú é bem improvável que esteja. É, para mim, o call mais óbvio da Bovespa e não precisa ser nenhum gênio para perceber isso. Itaú não é só o banco mais rentável do Brasil, é também o do mundo. O único aceitável para se ter em carteira. Além dele, seria o Bradesco – que já está anos luz atrás -. E a tendência é essa distância de rendimento só aumentar entre as duas instituições.

Neste artigo, você encontrará mais detalhes sobre como escolher uma boa carteira de ações utilizando uma super fórmula.

Sinal amarelo: atenção aos sinais de alerta

Agora, fique atento às ações que vêm patinando há algum tempo. Ou seja, se a empresa demorou para superar uma alta registrada em algum ano, esse é um fator para você ficar alerta. Observe sempre como está a lucratividade dessa organização, se há dívidas, entre outras informações importantes que poderão indicar uma boa gestão ou não.

Segundo Rigon, as estatais são um risco que não há necessidade de correr. Tanto estatais, quanto empresas de commodities, precisam ser evitadas para uma carteira de longo prazo. Atenção para: CEMIG (apesar de boa pagadora de dividendos), BBAS3, PETR4, sem contar as queridinhas do momento do setor de saneamento: SBSP3, SAPR4 e CSMG3.

Afinal, muitas vezes o que é bom para o Estado (controlador) vai na contramão do que interessa para o sócio minoritário. Tivemos inúmeros exemplos, nos últimos 13 anos, das intervenções desastrosas e prejudiciais do governo às empresas públicas. Basta lembrar o que houve com a Petrobras.

Sinal vermelho: corra de empresas que não vão bem

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Empresas que caem e se recuperam são completamente normais. Porém, ao escolher uma boa carteira de ações, note se ela voltou a cair e não se reergueu mais. Se a instituição vai mal, está com uma dívida alta e não mostra bons resultados… Para quê ficar posicionado numa empresa dessas? Não faz sentido nenhum.

Um exemplo clássico é o da OGX, de Eike Batista, que já fez parte do Índice Bovespa. Com um projeto de extração de petróleo, ela quebrou e muita gente perdeu grandes quantias de dinheiro. Saber que uma companhia desse porte não deu certo, assusta, mas bastava notar que não havia lucro e tudo não passava de uma ‘linda’ promessa.

O mesmo aconteceu com a Petrobras e isso é péssimo. Eu conheço várias pessoas que compraram essas ações, há alguns anos, porque estavam baratas, e acreditavam muito no que a mídia divulgava. Hoje a empresa está endividada e dá tímidos sinais de recuperação. Portanto, selecione bem os ativos da bolsa, pois isso fará toda a diferença na sua lucratividade.

Rigon aponta que existem algumas empresas indo muito mal já há muitos anos. E essas devem ser evitadas independentemente do preço. Alguns exemplos são: Eternit (ETER3), PDG Realty (PDGR3), Gafisa (GFSA3) e Paranapanema (PMAM3).

Aprimore as escolhas

Para escolher uma boa carteira de ações é importante também ser constante e seguir um método. O que eu quero dizer com isso é: defina critérios e siga-os SEMPRE. Por exemplo, se definir que terá cinco ações, permaneça com elas. Você pode ainda utilizar a análise técnica e fundamentalista para refinar essa escolha. Veja como fazer, bem como, os prós e os contras:

Utilizando a Análise Fundamentalista

Nesta opção você deve escolher fundamentos objetivos, como lucros e patrimônios da empresa. Ou subjetivos (consistência de resultados, mas os números não são exatos) para escolher quais ações comprar e quando vender. A ideia é ser sócio de boas empresas e com forte crescimento, enquanto elas permanecerem assim.

Características
  • Ser sócio dessas organizações por um longo período;
  • As ações são vendidas poucas vezes;
  • Exige conhecimento aprofundado da economia para realmente selecionar bem os fatores determinantes de compra ou venda.
Utilizando a Análise Técnica

Neste formato, os indicadores costumam ser objetivos ou subjetivos (o que vai depender do método) para poder selecionar quais ações serão compradas, quando fazer isso e depois definir qual o momento certo de sair no lucro ou no prejuízo. Essa é a prerrogativa máxima deste tipo de análise. Saiba mais aqui.

Características:
  • Necessita de conhecimento aprofundado em análise técnica;
  • É importante ter grande controle emocional;
  • Precisa-se de bastante tempo para acompanhar o mercado;
  • Funciona, mas nem todos são capazes de conseguir bons resultados principalmente por conta do fator emocional.

Conclusão

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Saber identificar boas empresas para investir na bolsa de valores é muito mais simples do que você imagina. A mais importante das dicas para escolher uma boa carteira de ações é que, com um método prático, é possível analisar os relatórios e definir quais são as companhias que mais rendem bons retornos para adicioná-las.

Muito por conta da teoria do Warren Buffett, do “buy and hold”, ou comprar e segurar as ações, muitas pessoas se sentem inseguras para investir nesse mercado. Acontece que o Warren Buffett tinha condições de comprá-las e ficar com elas por tempo indeterminado, pois nos Estados Unidos as instituições mantêm uma maior estabilidade se comparadas ao Brasil.

Mas, fique tranquilo em relação a isso. Se uma empresa da sua carteira de ações não lucrar mais, um método eficiente lhe indicará o que fazer. Então, você pode escolher outras organizações que estiverem indo bem e manter sua rentabilidade em alta rumo à tão sonhada independência nas finanças.

E, além do método tornar o aprendizado muito mais fácil, você poderá realizar o acompanhamento do seu investimento com uma dedicação de apenas 30 minutos por mês. E mais: com esse método você mesmo definirá sua carteira de ações. E levará de um a dois meses para entender como fazer.

Para saber mais sobre que método esse e acessar todo o passo a passo clique aqui. Não importa se tem muito, pouco ou nenhum conhecimento. Este treinamento é para quem deseja se aprimorar, alcançar uma rentabilidade acima da média e chegar à liberdade financeira: uma oportunidade única de melhorar de vida para sempre.

Então, espero que você tenha gostado das minhas dicas para escolher uma boa carteira de ações.

Conte comigo nesta nova trajetória!

Forte abraço e até a próxima,

Marcello.