Como fazer uma análise fundamentalista em 10 passos

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Nos dias atuais, é totalmente possível fazer aplicações na Bolsa de Valores sem ser um especialista em finanças ou economia. Até porque, um perito no assunto, precisa se dedicar muito para conhecer minuciosamente o mercado. E também tirar de letra na escolha das melhores ações e empresas para investir. Dito isso, é aqui que a análise fundamentalista entre jogo, tornando-se uma grande aliada dos investidores de todos os níveis. Veja:

De forma resumida, a análise fundamentalista é um estudo baseado na avaliação de diferentes índices, demonstrações e múltiplos. O objetivo é conhecer a saúde financeira das companhias de capital aberto. Com ela também pode-se calcular: se as ações estão por um preço razoável, decidir compras ou vendas e fazer uma previsão de quais resultados esperar em longo prazo.

A ideia é se posicionar a favor da possibilidade de lucrar ao levar em conta fatores que influenciam no desempenho das organizações. Então, se você deseja realizar esse estudo para ter mais precisão na hora de investir, esse é o lugar certo. Confira, a seguir, os principais pontos para ter uma boa base de análise fundamentalista; além de um prático passo a passo para começar.

Faça uma boa leitura!

O que é a análise fundamentalista

Essa é uma técnica muito utilizada no mundo, inclusive por grandes investidores, como Warren Buffett e George Soros, para avaliar se vale a pena ou não investir em determinada ação. Seu precursor foi ninguém menos do que Benjamin Graham, professor de Buffett e considerado o pai do Value Investing, ou, em uma tradução mais abrangente: a aplicação em valor, segundo os seus fundamentos (que entenderemos mais adiante).

Tal combinação de fatores influencia significativamente sobre os ativos. Com isso, e após uma detalhada análise, consegue-se vislumbrar qual será a performance de uma empresa em um maior período. Graham também afirmava que o valor das ações é outro fator a considerar. Pois, o preço reflete de forma direta na expectativa de lucro, porém, é preciso observar o fluxo de caixa da instituição em dado momento.

Sendo assim, a análise fundamentalista leva em conta os balanços da empresa, tais como, lucros atuais e o seu patrimônio, tanto quanto as perspectivas em longo prazo como vimos. Seus principais dados de estudo são: a macroeconomia (condições da economia nacional e internacional); microeconomia (condições econômicas do setor da ação, PIB, índice de desemprego, etc.); estimativas, regulamentação do setor e concorrência.

Para isso, são utilizados indicadores, conhecidos como múltiplos, que ajudam o investidor a encontrar um ‘norte’ para seguir. Isso porque eles são capazes de mostrar se uma ação está cara ou barata, mas não funcionam de maneira isolada. É preciso de mais informações como explicarei no próximo tópico…

Como fazer a análise fundamentalista passo a passo

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O estudo da análise fundamentalista avalia fatores relacionados ao cenários macro e microeconômicos em que uma empresa está inserida. A partir daí já consegue-se fazer um bom raio-x da situação. No entanto, outros dados, fundamentos e conceitos também são utilizados como embasamento para tomar decisões.

Logo abaixo você verá os principais e como fazer uma análise fundamentalista em apenas 10 passos.

Passo 1 – Analise as demonstrações financeiras

São análises contábeis que dão suporte ao investidor. E toda empresa divulga seus balanços a cada trimestre. Entre os principais demonstrativos que compôem esse primeiro passo estão: o Balanço Patrimonial (BP) e a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).

O que verificar: O BP deve mostrar o posicionamento financeiro da empresa em um período específico, enquanto o DRE precisa apontar se a companhia lucrou ou teve prejuízo ao final de um ano. Faça esse balanço e descubra um dado muito importante da ação na qual pretende investir.

Passo 2 – Saiba o valor da empresa sobre Ebitda

Ebitda é uma expressão da língua inglesa que significa Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization. Sua tradução para o português remete ao lucro operacional somado à depreciação e amortização dos custos de produtos comercializados e gastos.

O que verificar: Ao fazer o cálculo do valor da empresa – com o seu potencial de gerar capital – dividido pelo Ebitda, consegue-se mensurar, precisamente, a produtividade e eficiência de um negócio de acordo com o setor em que está inserido.

Passo 3 – Calcule a margem bruta

Ao dividir o lucro bruto pelo total de vendas líquidas é possível descobrirquanto, de cada real comercializado, permaneceu na empresa.

O que verificar: Esse cálculo tem a função de medir a rentabilidade da companhia e apontar qual é o percentual de lucro em cada venda.

Passo 4 – Veja qual é o preço da ação em relação ao seu valor patrimonial

O VPA,  ou valor patrimonial da ação, é o resultado da divisão entre o patrimônio líquido e a quantidade de ações de um determinado negócio. Dessa forma, você consegue saber se as ações estão acima ou abaixo do VPA e quais as perspectivas de mercado sobre elas.

O que verificar: A relação entre o preço da ação e o valor patrimonial. Essa informação indicará quanto um investidor precisa pagar pelo patrimônio líquido. E também se a compra do ativo está atrativa ou não.

Passo 5 – Verifique a taxa de retorno do acionista

Chamado de ROE (Return On Equity) esse indicador representa o retorno que os acionistas podem esperar sobre o seu investimento na empresa. A conta utiliza o lucro líquido dividido pelo patrimônio líquido, declarados no balanço patrimonial. Também mede a eficiência da gestão da corporação.

O que verificar: Importante medida para saber se a cia está trazendo rentabilidade para os investidores e quanto paga de dividendos (dividend yield).

Passo 6 – Divida o preço da ação pelo lucro

Ao pensar em investir em uma ação não se deve apenas considerar as de valores baixos. O melhor a fazer é comparar o preço com o lucro. Pois, quanto mais elevado for esse resultado, maior será a expectativa de mercado para o desenvolvimento da empresa.

O que verificar: A atratividade de uma ação, em médio e longo prazo, comparada com outras do mesmo segmento.

Passo 7 – Conheça o Dividend Yield da empresa

Já falamos sobre ele, mas não custa reforçar: o dividend yield, em uma tradução livre, significa o rendimento do dividendo. Ele serve para mensurar o quanto os dividendos são rentáveis em relação ao preço das ações.

O que verificar: Em geral, o DY é informado nas porcentagens pagas nos últimos 12 meses ou nas previsões para o próximo ano.

Passo 8 – Mensure os índices de liquidez

Os índices de liquidez compõem estudos que apontam o potencial financeiro de uma empresa para cumprir seus compromissos. Ou seja, se a cia poderá quitar suas dívidas. Para chegar a esse resultado é dividido o ativo circulante pelo passivo circulante.

O que verificar: É interessante que o índice seja maior do que 1, o que costuma significar que a empresa tem dinheiro para saldar os débitos. Porém, é importante avaliar caso a caso e se organização possui recebíveis (como as de transporte público que não). Então, há exceções.

Passo 9 – Descubra o nível de endividamento da empresa

Analisar os índices de endividamento da empresa permite saber se ela consegue gerar capital suficiente para pagar dívidas; sem perder o potencial de crescimento sustentado. O que é muito importante considerar na hora de investir.

O que verificar: Diminua o total de empréstimos e financiamentos do saldo das aplicações financeiras. O resultado indica o nível de endividamento bancário.

Passo 10 – Meça o índice de atividades

Este índice visa mostrar qual é o fluxo de atividade de uma empresa e quanto tempo leva até ela receber pelas suas vendas, pagar dívidas e repor produtos. Para chegar a esse resultado, usa-se o giro de caixa: que expõe a rapidez com que o dinheiro entra e sai da empresa.

O que verificar: Um alto giro de caixa e uma liquidez baixa podem indicar que o dinheiro faturado é rapidamente desembolsado.

Conclusão

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Você deve ter notado que para fazer a análise fundamentalista é preciso conhecer bem o mercado e possuir experiência para aplicá-la com eficiência, certo? E se eu lhe disser que podemos utilizar essa técnica e montar uma carteira de ações formada por boas empresas, com expectativas de lucro em médio e longo prazo, sem a necessidade de tanta expertise?

Com a filosofia de que o preço das ações segue a valorização das companhias; a atenção às melhores oportunidades e a atualização constante fazem a diferença; é completamente possível obter excelentes resultados. Basta saber o que queremos, o que buscamos, assim como, utilizar critérios, conceitos e métodos corretos.  

Você não precisa ser nenhum Buffett, Soros ou Graham para enriquecer. Nem mesmo ter milhões na sua conta. É necessário apenas a vontade de chegar lá e empenho para dar continuidade ao plano. Para isso, conheça os critérios que utilizamos, em nossa técnica de análise fundamentalista exclusiva, que gasta apenas 30 minutos do seu mês para acontecer.

Você não leu errado. Com somente meia hora mensal você pode selecionar quais ações comprar, quando vender e se tornar sócio de empresas lucrativas para compor uma carteira muito mais do que vencedora. Com esse apoio para os seus investimentos na Bolsa eu tenho certeza que fazer análise fundamentalista ficará muito fácil para você!

Descubra como clicando aqui e continue acompanhando as publicações do blog para saber mais.

Um grande abraço!

Marcello.